O computador que virou monitor

É, a qualidade deste blog está cada vez mais em alta, apesar do meu caro amigo Nietzche Otimista achar o contrário. Na verdade, acho que ele continua pessimista, e mudou de nome apenas para “fazer tipo”…hehehe… Opa. Digamos que o Fulltilidade prima pela futilidade. Totalmente. E, assim sendo, representamos um nicho pouco entendido pela maioria da população, a qual não consegue compreender o quão engraçado é rir da desgraça alheia…hahahaahah… Opa.

Expomos tudo de estranho e/ou discutível que de repente encontramos em nossas andanças, e assim, rimos junto com você, caríssimo leitor. Aliás, depois que vi um computador virar monitor, não duvido mais de nada. E olha que não estou falando de nenhuma obra de nenhum alquimista moderno não. Estou falando de uma besta. É. Uma besta, uma retardada, uma acéfala, cliente de certa conceituada (sei lá se ainda o é ou se algum dia o foi) empresa de desenvolvimento de softwares que possuía em sua equipe de técnicos um carinha muito bom. Meu amigo, pelo menos até poucos minutos antes de começarmos a brigar por garrafas de Whisky, Vodka, pinga, álcool Zulu, etc. É, agora a qualidade decaiu mesmo.

Vamos chamá-lo de XXX. O XXX vivia para o trabalho. Adorava a empresa. Ganhava pouco, mas o que ganhava dava para pagar a “cachaça nossa de todos os dias” (opa, cachaça dele. Estou em um momento sofrido de abstinência, portanto, vou parar de falar em álcool). Adorava trabalhar, pegar busão lotado, metrô cheio de gente super bem educada, etc e tal. Sabe como é: São Paulo em horário de pico é uma verdadeira coisa de louco. Só vivendo e entendendo.

Bom, o XXX chegava no trabalho parecendo um doido. O cabelo solto, desgrenhado, a roupa amassada e a mochila rasgada: mas chegava, né. Dava em cima da secretária mas ela só queria saber do chefe bonitão. E olha que a beleza dele podia ser traduzida em números. É, a conta bancária do cara era grande, e a mina era uma matemática de primeira. Balanço era com ela mesma, aliás. Devia ter feito faculdade de contabilidade também.

Bom, err… O XXX chegava no trabalho e logo sentava em frente a seu computador, doido para atender os clientes. “- Bestão, sempre falei pra ele”. Certo dia uma cliente ligou com problemas no software. O XXX pediu para que ela fechasse todas as janelas abertas para que o procedimento fosse realizado, e ela perguntou se ele poderia aguardar alguns minutos até que ela fosse de cômodo em cômodo do escritório, fechando as janelas.

Bom, é claro que as janelas dela não deviam possuir o tamanho ideal para que alguém da empresa fosse até o local e a lançasse na diagonal, janela afora…hehehe. Opa, meu psiquiatra pediu para que eu não me empolgue muito enquanto estou “evitando as biritas”. Empolgação lembra aquele estado inicial do processo “manguaçatório”.

Bom, nesse mesmo dia veio a ligação fatídica. O XXX, após inúmeras tentativas sem sucesso de ajudar a uma pobre senhora cujo sistema não rodava nem a pau, pediu, muito gentilmente, para que ela levasse a máquina, o computador, até a conceituada empresa desenvolvedora de softwares na qual trabalhava (vou te ser sincero: nem sei se a empresa ainda existe…hehehe. Opa).

Ela levou. Rapidamente. Dentro de duas horas o XXX deu uma saidinha para fumar e deu de cara com a distinta senhora sentada na recepção, segurando com muito carinho seu monitor “tubão” de 15 polegadas tela plana branco gelo.

É, ele me ligou depois disso, e eu, como bom amigo, dei uma pausa no tratamento anti-alcoolismo para lhe fazer companhia. Ninguém merece…heheeheheh Opa, parei.

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