Gentileza gera gentileza e também autoconfiança e popularidade

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Sempre que lemos que gentileza gera gentileza lembramos do Profeta Gentileza que tornou famosa essa frase. Ele se transformou quase numa lenda ou algo meio mágico e inexplicável que ocorre nesse mundo de vez em quando.

O caso é que gentileza gera mesmo mais gentileza e ainda gera felicidade, aumento da autoestima, da autoconfiança e da popularidade da pessoa que exerce esse hábito, tanto entre crianças, adolescente e adultos. A prova disso é um estudo sobre a gentileza realizado com 400 crianças entre 9 e 11 anos de idade no Canadá por uma pesquisadora chamada Sonja Lyubomirsky.

O estudo sobre a gentileza

Sonja Lyubomirsky, uma das maiores autoridades em pesquisas sobre felicidade, participou de um estudo experimental inédito que aponta que crianças que exercitam a gentileza passam a se sentir mais felizes e também a serem mais populares com seus coleguinhas.

Quatrocentas crianças canadenses com idades entre 9 e 11 anos foram estudadas em dois diferentes grupos. Metade delas foi orientada a fazer três ações de gentileza por semana, por exemplo, dividir o lanche com um amigo ou dar um abraço na mãe ao sentir que ela está estressada. A outra metade tinha a tarefa de visitar três lugares diferentes por semana, por exemplo, o parquinho e a casa dos avós.

Após quatro semanas, as crianças sentiram-se mais felizes e passaram a ser mais populares, mas esses efeitos foram maiores entre aquelas que cumpriram as tarefas de gentileza. Escalas de felicidade e bem estar foram aplicadas e a popularidade foi medida pelo número de coleguinhas que escolhiam a criança como potencial parceiro para um trabalhinho escolar.

Outras frases de Sonja Lyubomirsky sobre felicidade

“Quem mora de aluguel é mais feliz do que quem mora em casa própria; interromper experiências positivas faz com que elas se tornem mais agradáveis; atos de gentileza tornam as pessoas mais felizes, a menos que sejam obrigadas a serem gentis com muita frequência.”

“Um dos enganos mais comuns sobre o tema é vincular a felicidade à chegada de algum evento – casamento, filhos, emprego novo. Buscar a satisfação a longo prazo e na dependência de um fator externo, no entanto, não é algo saudável. Que tal começar a ser feliz agora?”

O que a pesquisadora deixa bem claro em várias entrevistas e nos seus livros é que o importante é viver o agora e se acostumar a se adaptar com o que temos no momento, os sonhos e ambições podem ser projetadas para o futuro e trabalhadas de forma a acontecer, mas viver o presente é fundamental.

Uma outra coisa que ela sempre repete é que a felicidade é uma condição humana do presente, não existe esse negócio de E SE ou de SÓ QUANDO… só quando eu ganhar na loteria serei feliz, só quando encontrar um parceiro serei feliz, porque essa frases estão no futuro, além disso é provado que o nível de felicidade não muda muito caso essas coisas aconteçam. Um estudo americano (link) mostrou que os ganhadores da loteria ficam muito empolgados por somente algumas semanas, depois a vida volta ao que era.

Outros estudos mostram que dinheiro consegue proporcionar felicidade, o caso é que isso só acontece quando temos e não quando não temos ou só queremos ter.

O que se conclui é que pessoas mais gentis conseguem mais autoconfiança, ficam mais populares e felizes e só depois conseguem atingir seus objetivos na vida.

A ordem das coisas é que muda 🙂

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