Ensinamentos dos escravos

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“Sempre que ouço alguém argumentar a favor da escravidão, sinto um forte impulso de ver essa pessoa na condição de escravo” essa frase é Abraham Lincoln, adaptei o melhor que pude e foi essa frase que gerou um pensamento e ensinamento bem interessante que pode ser usado nessa nossa vida atual tão “moderna” (só em tecnologia…).

Quando estou muito cansado do trabalho, com dor nas costas dos movimentos repetitivos, com a cabeça cheia de preocupação sempre me lembro dos negros escravos do Brasil. Imagino o final do dia para um escravo, tento imaginar o que ele comeu nesse dia e se terá ou não alimento antes de se jogar em algum canto de uma senzala para dormir de imediato.

Tento também imaginar que trabalho ele realizou durante esse dia, a maioria era de trabalho braçal sob a mira de um capataz com um chicote na mão e tempo de sobra para fazer maldades, no sol forte, sem roupas adequadas para proteção, teriam água para beber, poderiam descansar um pouco na sombra de uma árvore?

E a família desse escravo, imagino ele com uma família com sua mulher e filhos, sei lá, qualquer coisa para ajudar nessa pequena ficção mental e então penso na preocupação dele com uma filha, com sua mulher que ficaram em outro lugar quando ele saiu pra trabalhar, estão sendo bem tratadas? Estão cansadas como ele ou muito mais que ele? Comeram algo, estão bem de saúde? E penso tudo isso sempre lembrando que ele e sua família são escravos, que não são respeitados, são humilhados e maltratados na maioria das vezes e que nada podem fazer a respeito sob pena chicotadas e mesmo de morte…

Então o meu cansaço, os meus problemas diários, os pequenos e os grandes começam a ganhar uma dimensão muito menor, muito menor mesmo! Meu cansaço físico parece então uma birra de criança, minha falta de dinheiro para comprar uma moto bem simples nem me afeta mais, ao pensar em minha mulher e minha filha fico feliz pois sei que estão bem, de um modo geral mas estão bem.

Problemas e canseira dessa vida corrida que levamos todo mundo tem, uns mais outros menos de vários tipos diferentes só que sempre lembro dos escravos e isso tudo toma o tamanho real que tem.

[ps: alguns podem dizer que isso é um Pollyanna way of life, ou um jeito estúpido de pensar, mas penso nos avanços que conseguimos como seres humanos, na liberdade que temos hoje, tão importante e essencial. Assim, qualquer crítica até será bem vinda, mas sem que eu me sinta menor, nem maior, que ninguém. Afinal é só uma divagação pessoal que faço quando estou muito cansado =D ]

(veja aqui fotos dos escravos no Brasil)

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